A queda de Tite, do comando do Inter, hoje, após a derrota para o Coritiba, ontem, em Curitiba, pelo campeonato brasileiro, escancara, mais do que já estava, problemas extracampo que incomodavam os jogadores, dentro das quatro linhas. Refiro-me à tensão da diretoria do Inter que, na maioria das vezes, buscou “passar a mão na cabeça” e afastar a crise instalada no vestiário: jogadores e treinador. Ora, é quase óbvio que o treinador, um excelente treinador que é, havia perdido o comando do grupo há um bom tempo. O episódio do afastamento do grupo principal, do jogador D’alessandro, após o jogo que o colorado perdeu, no Rio de Janeiro, para o modesto Botafogo, mostrou o problema de comando do grupo, por Tite. O todo mostra um time irregular e sem ofensividade, atualmente. E sem resultados positivos. Isso pesou muito na decisão da direção. Mas, antes que todo mundo pense que eu elegerei Tite como maior culpado, engana-se. Tite é um dos culpados, mas a direção tem maior culpa nisso tudo. Poderia ter contratado Muricy logo que ele saiu do São Paulo, mas há que se respeitar a convicção da direção colorada. E convicção, por mais que o caminho seja conflituoso, é convicção e deve ser respeitada. Tie é um ótimo treinador, mas estava na hora de sair. Foi bom para ele e para o Inter. E saiu por cima.
Tite em 16 meses: campeão da copa sul-americana 2008(desde 2006 somente o colorado ergue troféus de competições internacionais, no país); campeão gaúcho 2009; campeão da Copa Suruga 2009; vice-campeão da Copa do Brasil 2009; vice-campeão da Recopa Sul-americana. Não é pouca coisa. Não mesmo. Obrigado, Adenor Bachi. Obrigado, Tite.
