Obrigado, sempre!

Esta foto é dos 25 anos de casamento de meus pais. Hoje, 27 de maio, estariam fazendo 47 anos de união. Obrigado por tudo! Agradecemos eu, Maria, Neiva, Sergio, Diei e Dedinha. E sobretudo a Deus! Agradeço a cada coisa na minha vida, por eles.

Obrigado, sempre!


Questionamentos a Dorival Júnior

Antes de apontar os muitos pontos positivos do empate contra o Flamengo, ontem, gostaria de abordar um pouco sobre o comportamento do Inter, em campo. Eu, particularmente, sou leigo em futebol, mas, como bom brasileiro, sou mais um treinador por aí. No viés da coluna, me posiciono no seguinte aspecto: o Inter deveria marcar o Flamengo da forma que o rubro-negro o fez. Um time que tem somente o campeonato brasileiro pela frente deve ter seus cuidados nos jogos fora de casa, mas não se acuar e trazer o adversário para seu campo. É certo que o colorado é especialista em contra-ataques, mesmo assim, ontem deixou a desejar. Dorival, marque a saída de bola!

O Inter tinha muitos desfalques, é certo, mas tem plantel. Precisa contratar, claro, mas tem plantel e jogadores que se conhecem de um bom tempo. A postura da equipe, ontem, foi resultado de erros na escalação, posicionamento e estratégia. Com um meio-campo desarrumado e na espera do Flamengo, o Inter utilizou-se do chama-derrota. E chamou. O Flamengo entrou para o campo colorado e forçou o erro da defesa que já não é boa. Resultado: o Inter em vinte minutos estava perdendo por dois a zero. Essa postura, claro, deixa os jogadores ansiosos para empatar e acabam que erram mais passes. Finalmente, Dorival arrumou o time, postando- mais em campo e o primeiro gol saiu. Comemora-se o empate e a garra colorada, mas deve-se criticar a postura do time de Dorival Júnior.

A partir daqui, vamos às coisas positivas: o Inter voltou melhor no segundo tempo porque mudou a postura e a atitude. Mesmo assim, acabou sofrendo um gol de nova falha da defesa. Retomou o jogo e foi pra cima do Flamengo, adentrando em seu campo. Simples assim. Dátolo, o melhor do jogo, tomou conta da partida e impulsionou o Inter ao empate. O Flamengo não conseguia jogar, aliás, jogou muito mal todo jogo. Seus gols foram em erros do Inter. Viu, Sr Dorival Júnior, que é importante iniciar o jogo pressionando a saída de bola do adversário? Ou o Sr continuará aceitando o jogo do adversário quando joga fora de casa? Acho que cabe questionar, no mínimo, isso no treinador do Inter. E mais, também cabe questionar alguns problemas de conflitos externados entre Dorival e alguns jogadores. Não há espaço para isso num clube do tamanho do Inter e que busca o título. Finalmente, golaços de Fabrício e Dátolo.

Grata surpresa
A grata surpresa ficou para Maurides, atacante colorado. Ele entrou no segundo tempo, fez sua estreia no time principal. Dezoito anos tem o garoto que foi artilheiro da Copa Santiago de Futebol Juvenil, de Santiago-RS, minha terra natal. O Inter foi campeão este ano do torneio. O garoto tem personalidade, fez o pivô, marcou a saída de bola, buscou desarmar e arriscou chutes a gol. Grata surpresa. E Dátolo foi incrível. Sua melhor partida pelo Inter, sem dúvida. Está pronto para o time. É craque e melhora a cada jogo.

E pra finalizar sobre o Inter, é preciso frisar que cada jogo do campeonato é uma final, seja dentro ou fora de casa. Time que ficar de bobeira, perde pontos e estes farão falta, ao final da jornada.

Merecido
Apesar do jogo ruim de se olhar, o Grêmio jogou muito bem contra o Palmeiras. O time de Wanderley Luxemburgo está melhor a cada jogo e sempre bem postado. Fernando é, disparado, o destaque. É metade do time. O Palmeiras tem um futebol burocrático, nada agressivo e ficou a espera do tricolor. Esperou tanto que levou o gol. A partira daí, piorou no jogo. E, ao final, reclamou da arbitragem. Poderia reclamar de si mesmo. Ambas equipes disputarão vaga à final da Copa do Brasil, logo em seguida. Desse jeito, dá Grêmio.

Seleção Brasileira
Uma das melhores atuações que já vi, apesar do adversário. Acho que está no caminho certo. Vamos esperar pra ver os próximos confrontos com EUA e México. Mesmo assim, toda força para Mano Menezes e seus jogadores, porque criticar é muito mais fácil do que elogiar, não é verdade? Então, todos os meus elogios ao time de Mano.

@cleuberroggia


Da série “As coisas boas da vida estão nos detalhes”

Disciplina. Sei que muita gente reluta em fazer exercícios físicos. Eu também relutava. Mas tomei consciência que relutava porque associava a algo que não era tão bom. Hoje, gosto muito. Mas calma! Não sou fanático por correr, pelo contrário. Adoro jogar futebol. Mas o que escrevo diz respeito ao prazer de se fazer as coisas. Corre, pra mim, como  coloquei em outro post, é organizador. Assim como caminhar. Entretanto, o prazer da corrida se dá à medida que você tem disciplina. Eu, portanto, busco correr não menos que trinta minutos por dia. E assim, as coisas estão indo muito bem. Tenho inveja da disciplina oriental. Aliás, temos muito o que aprender com eles.

Mas enfim, é importante que antes de buscar algo na vida, seja o que for, há que se avaliar a disciplina: a minha, a sua. A partir daí, pode-se pensar em buscar algo. Do contrário, a frustração pode, com todo respeito, ” encher o nosso saco”.


Da série “As coisas boas da vida estão nos detalhes”

O silêncio foi sempre muito organizador pra mim. Na minha vida, aprendi a ficar em silêncio. Pensar. Construir. (Re)construir. Acho que a gente precisa de nosso tempo. E cada um aproveita o seu tempo do seu jeito. Gosto muito de caminhar à tardinha, mas atualmente estou preferindo correr pela manhã. Por vezes corro sozinho, mas corro com amigos também. Pessoas que sigo o exemplo na corrida e que me fazem bem. Tudo ao seu tempo. Eu, no meu tempo.


Da série “As coisas boas da vida estão nos detalhes”

Eu sou péssimo em ditos populares, mas hoje, pela manhã, enquanto corria, devagariiiiinho, pensei o quanto me faz bem correr em silêncio. E correr no sol da manhã, aqui no Pará, é muito bom. O silêncio é muito organizador. Voltando aos ditos populares, enquanto corria, fiz a seguinte analogia: se a carroça acomoda as melancias enquanto devagar anda, na minha concepção, a corrida, devagariiiiinho, com prazer, também acomoda e organiza muitas coisas de nossas coisas.

Ah, eu também não sou muito bom em analogias, mas gosto muito de fazê-las. Fazia muito isso na clínica.


Mais uma grande perda!

Robin Gibb, do Grupo Bee Gees, nos deixou aos 62 anos. Seu legado, fica para a eternidade. Não eram somente músicas, mas também poesias. Sem mais!

I Started A Joke - http://letras.terra.com.br/bee-gees/3609/ (clique e escute)

I started a joke
Which started the whole world crying
But I didn’t see
That the joke was on me

I started to cry
Which started the whole world laughing
Oh if I’d only seen
That the joke was on me

I looked at the skies
Running my hands over my eyes
And I fell out of bed
Hurting my head from things that I said

‘Till I finally died
Which started the whole world living
Oh if I’d only seen that the joke was on me

I looked at the skies
Running my hands
Over my eyes
And I fell out of bed
Hurting my head from things that I said

‘Till I finally died
Which started the whole world living
Oh if I’d only seen that the joke was on me
Oh no! that the joke was on me
Oh…

How Deep Is Your Lovehttp://letras.terra.com.br/bee-gees/3601/ (clique e escute)

I know your eyes in the morning sun
I feel you touch me in the pouring rain
And the moment that you wander far from me,
I wanna feel you in my arms again

And you come to me on a summer breeze,
keep me warm in your love then you softly leave
And it’s me you need to show how deep is your love

Is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
Cause we’re living in a world of fools,
breaking us down
when they all should let us be,
we belong to you and me

I believe in you, you know the door to my very soul
you’re the light in my deepest darkest hour
you’re my saviour when I fall
And you may not think I care for you,
when you know down inside that I really do
and it’s me you need to show how deep is your love

Is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
Cause we’re living in a world of fools,
breaking us down
when they all should let us be,
we belong to you and me

And you come to me on a summer breeze,
keep me warm in your love and then you softly leave
And it’s me you need to show how deep is your love

Is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
Cause we’re living in a world of fools,
breaking us down
when they all should let us be,
we belong to you and me

How deep is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
Cause we’re living in a world of fools,
breaking us down
when they all should let us be,
we belong to you and me

How deep is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
Cause we’re living in a world of fools,
breaking us down
when they all should let us be,
we belong?

letras.terra.com.br

 


Obrigado, Tinga!

Tinga está de saída do Internacional. Na tarde de hoje, o volante colorado anunciou, junto com o ídolo e dirigente Fernandão que aceitou a proposta do Cruzeiro, de Minas Gerais. O novo contrato de Tinga, que hoje está com trinta e quatro anos, será de três temporadas. Ele eceitou a proposta depois de conversar com a família e pensar a respeito. O motivo que mais pesou nessa decisão foi o projeto que o clube mineiro apresentou ao jogador. Tinga chega ao Cruzeiro junto com Celso Roth. Ambos foram campeões da Libertadores 2010.

Paulo César Tinga nasceu no bairro Restinga, Porto Alegre. De lá, iniciou sua carreira no Grêmio, simultaneamente a Ronaldinho Gaúcho. Grande promessa, foi emprestado pelo tricolor ao futebol japonês e mais tarde jogou pelo Botafogo, do Rio. Com a volta ao Grêmio, conquistou títulos e foi para Portugal. Passadas algumas temporadas, retornou a Porto Alegre, mas para o Inter, clube o qual se declarou torcedor de coração.

No colorado gaúcho ficou marcado, além das glórias, pelo escandaloso pênalti sofrido, não marcado pelo então árbitro Márcio Rezende de Freitas, contra o Corinthians, clube que se sagrou campeão brasileiro em 2005, após vergonhoso Campeonato. Claro, sem tirar nenhum mérito corinthiano. Em 2006, foi campeão da Libertadores pelo colorado, marcando um dos gols no último jogo, contra o São Paulo, com passe de Fernandão. Eu estava lá. Logo se transferiu para o Borussia Dortmund, da Alemanha, onde foi mais uma vez ídolo e de onde saiu com uma despedida de emocionar qualquer um. Retornou ao Inter em 2010 e foi bicampeão da América, campeão gaúcho em 2011 e 2012 e campeão da Recopa Sul-americana em 2011.

Agora, apesar da contrariedade de Fernandão, e certamente de milhares de colorados e fãs, Tinga sai para o Cruzeiro. Certamente mais uma derrocada de alegrias no profissional futebol do Gigante Tinga. Torço para que tudo dê certo para esse craque de dentro e de fora dos gramados. Uma pessoa humilde e vencedora. As coisas são assim na vida.

No mais, muito obrigado Tinga, por tudo.

Campeonato Brasileiro
O Inter está a procura de jogadores para integrar o elenco. Como sempre, discrição é a regra no Inter. E tem que ser mesmo, pois mesmo assim tem clubes por aí que ficam se atravessando em negócios da dupla Grenal. Certo é que o Brasileirão começa sábado para o Inter e além de Tinga, saiu também o vice de futebol do Inter. Quem assume no lugar do Dr Anápio é Luciano Davi. Novos ares no colorado. E é bom mesmo pensar em título brasileiro, uma vez que o colrado venceu pela última vez o campeonato em 1979 (invicto), ou seja, trinta e três anos atrás. Obviamente que se espera o melhor para o Inter, sempre.


Onze temporadas, dezesseis títulos

Sabe a Lei de Murphy, aquela que diz que “se alguma coisa pode dar errado, ela dará”? Pois é, tudo deu errado para o Internacional no primeiro tempo da decisão do título gaúcho de 2012, o qual conquistou agora a pouco sobre o Caxias, num jogo digno de final de campeonato. Mas, ficou muito no susto. E que susto! Não precisava.

O Caxias tomou iniciativa e teve personalidade
O primeiro tempo do Inter foi horrível. Jogou da mesma forma que no primeiro tempo do primeiro jogo da decisão, em Caxias. Muito mal. Tinga e Guinãzu não jogaram bem, e muito menos Dátolo. Não encaixava a marcação e não havia criação. Era um time desorganizado no ataque, no meio e na defesa. Aliás, a defesa do Inter precisa urgente de um zagueiro. O Caxias, de Mauro Ovelha, se valeu dessa desorganização astronômica do colorado, que mostrava ainda abatimento pela injusta, de certa maneira, desclassificação da Libertadores, última quinta-feira, e empurrou o time de Dorival Júnior para seu campo. Resultado: o Caxias tomou conta do jogo, merecidamente, muito à vontade, e fez o gol. E foi um gol de bola parada, o terceiro seguido que o Inter tomou.

Postura do Inter
Não tive dúvida nenhuma que o Inter mudaria para o segundo tempo. Também achei que o Caxias manteria o mesmo ritmo. A primeira coisa aconteceu, mas a segunda, a postura do Caxias, essa mudou. O time Grená não marcava a saída de bola do Inter, como no primeiro tempo e, na segunda etapa, não conseguiu e, também, abdicou. Já o colorado, colocou D’Alessandro e Dagoberto, no lugar de Dátolo e Tinga, respectivamente. O time melhorou MUITO. Era outro Inter. Era o Inter de sempre.

A postura do time de Doríval mudou radicalmente. O colorado começou a pressionar o Caxias e partiu para o abafa. Conseguiu um pênalti. Nei bateu e errou. O goleiro do Caxias defendeu. Que fase! Mas o Inter não se abateu e continuou a pressão. Precisando fazer dois gols para a decisão não ir para o pênaltis, o goleiro do Caxias protagonizou duas defesas que somente um grande goleiro conseguiria. Ele é um grande goleiro. E evitou de o Inter marcar. Mas o Inter de tanto buscar o gol, só faltou entrar gol a dentro com Sandro Silva e empatou a partida. Aliás, Sandro Silva é o melhor do Inter em muitos jogos e espero que fique pelo Beira-Rio.

Virada colorada
O Caxias até tentava, seu treinador mudou o time, mas o Inter queria o segundo gol. Num cruzamento de Fabrício, ele, Leandro Damião marcou o segundo gol, na entrada da pequena área, sua especialidade, num cabeceio indefensável. Inter 2 a 1 no Caxias. E claro, por ser o Inter, o sofrimento não acabara. O Caxias foi pra cima e quase marcou. Se marcasse, quase fez com o excelente Wrangler, o Inter perderia o campeonato. Mas ficou nisso mesmo. O Inter começou mal, terminou bem e campeão. Foi um jogo justo, digno de uma final de Gauchão que foi muito valorizada pelo excelente conjunto e treinador que tem a SER Caxias. Fossem campeões, mereceriam assim como o Inter mereceu.

O Inter venceu com: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga (D´Alessandro) e Dátolo (Dagoberto); Oscar e Damião. Técnico: Dorival Júnior.

O Caxias conquistou o vice com: Paulo Sérgio; Michel, Lacerda, Jean e Fabinho; Umberto (Marcos Paulo), Paraná (Alison), Mateus e Wangler; Caion e Vanderlei (Rafael Santiago). Técnico: Mauro Ovelha.

Gols: Michel (C), aos 26min do primeiro tempo, Sandro Silva (I), aos 21min do segundo tempo, Damião (I), aos 26min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Fabrício, Guiñazu, Rodrigo Moledo, D´Alessandro, Dagoberto, Nei, Damião (I), Mateus, Lacerda, Michel, Alison, Umberto, Rafael Santiago (C)

Coisas que eu não gostei
Postura do time no primeiro tempo. Atitude do treinador diante do péssimo primeiro tempo. A atitude de Doríval Júnior, como treinador, causando sua expulsão e seu “piti” numa final depois de ser expulso, tendo se ser acalmado pelos jogadores e podendo atrapalhar seu time, emocionalmente, dentro de campo. E o vice de futebol do Inter tratando publicamente da negociação de Sandro Silva. Foi muito infeliz em quase decretar que ele está fora do Inter (O Inter deve fazer de tudo para manter o volante no Beira-Rio).

E no mais
Parabéns a todos os torcedores colorados por mais uma conquista, bem como à direção e jogadores. E, aproveitando, o Inter deve contratar para buscar lutar pelo Campeonato Brasileiro deste ano.

Dia das Mães
Hoje é Dia das Mães e não poderia aqui deixar de fazer referência a isso. Parabéns a todas as mães, em especial às mães dos leitores deste site e, claro, à minha mãe: te amo e obrigado por tudo. Além de tudo, meu pai hoje completaria 77 anos. Ele ensinou-me a ser colorado e hoje ele está feliz. Obrigado por tudo, também. Te amo. Fica a nota triste pela perda da tia Norma, hoje. Descanse em paz e que Deus ilumine toda sua maravilhosa família.

@cleuberroggia


Dia das Mães!

À minha amada mãe e a todas as mães coloradas, ou não.


Inter e Flu: um confronto de emoções

Um jogo emocionante e pra ficar na história dos confrontos entre Internacional e Fluminense. Ontem, no Engenhão, o confronto deixou bem claro dois lados: um que atacava e outro que defendia. Um verdadeiro duelo de “cachorro grande”. Para quem gosta de correr riscos e de muita emoção, o duelo, que valia pela vaga às quartas-de-final da Libertadores 2012, não poupou ingredientes. E para quem sofre de problemas cardíacos, certamente, não foi nada bom assistir. O que menos o Fluminense queria aconteceu no primeiro tempo com o gol de Leandro Damião. Entretanto, logo em seguida, O Fluminense empatou e escancarou os problemas da defesa do Internacional. Não bastasse, ainda levou outro gol, da mesma forma, ao final da primeira etapa. É importante colocar que algumas pesquisas em Psicologia do Esporte, abordam sobre baixos níveis de concentração do jogador de futebol no início ou no final da partida. O segundo gol do Flu nasceu de uma falta da desatenção da defesa do time de Dorival Júnior. O Inter deveria estar atento e concentrado. Pecou aqui. O Inter sabia que o time de Abel Braga havia treinado exaustivamente esse tipo de jogada e aceitou dois gols. No mais, dominou a partida, perdendo gols de frente para a meta, tanto no primeiro, quanto no segundo tempo. O Fluminense mereceu a classificação pela campanha e competência, mas não pelo jogo. O Inter saiu, merecia a vitória, ou o empate, mas a classificação não veio, o que confirma sua nada boa campanha na competição. Agora é bola pra frente, colorado! Mas fique bem claro: foi a melhor partida do Inter que eu vi em alguns meses.

Das causas

Um conjunto de fatores determina o resultado de uma partida. Nem sempre o futebol é assim, certinho. Claro que não estou falando de oito ou oitenta. O jogo de ontem tinha um Inter com uma defesa fraca. Moledo muito longe do que se espera dele e Índio com certas dificuldades, mas é o grande guerreiro, sempre. Bolívar no banco. Dagoberto voltou de lesão e está escalado errado, como meia e ele é atacante. Damião é sempre matador, mas peca, por vezes, ao cair muito e perdendo jogadas. Tinga, Guinãzu e Sandro Silva, para mim, impecáveis. Dátolo fez o possível, mas perdeu o gol da vaga, na minha concepção. Nei não foi o mesmo e Fabrício também não. E Oscar fez muito, mas muito mesmo, após quase cinquenta dias parado. É um craque. Mas o que eu gostei mesmo foi a atuação do time, a pegada, as triangulações e, principalmente, a atitude do Inter: foi o Inter de sempre, bem diferente do Inter da primeira fase, fora de casa. E é essa garra que deve permanecer para o Brasileirão.

Emoção

Logicamente que torcedores ficaram abatidos e frustrados. É do jogo. É uma reação normal. Mas tenho certeza que também ficaram orgulhosos de ver um time aguerrido que combateu do início ao fim. Jogadores que correram mais do que nunca, tanto para marcar, quanto para atacar. O conjunto envolveu o Fluminense que perdeu o meio de campo e teve estrelas apagadas no gramado. O Fluminense venceu, é certo, mas apenas por causa das jogadas de bola parada, mais nada. E futebol é assim. Ao final da partida, Leandro Damião não conseguiu falar, emocionado com a derrota. Isso mostra, dá uma ideia do que é jogar futebol, gostar do que faz, da camisa que veste e do clube que joga. Isso dá uma ideia do que é o sentimento e a emoção de torcer por um time de futebol. De torcer pelo Inter. Domingo, o Inter vai a campo na busca do título gaúcho de 2012. Um título que deve, sempre, ser valorizado. Não por que ganhou desse ou daquele, mas porque é um título e títulos não vem por acaso. O respeito ao Caxias é determinante. O time da serra é muito bom e vem com tudo pra cima do Inter e pra fazer história. O jogo não está ganho e nem o título certo, mas a qualidade do Inter é muito superior.

Por fim

Sorte ao Fluminense daqui para frente na Libertadores e felicitações aos amigos e torcedores tricolores. A peleia foi ótima, digna das equipes. A Edinho, Rafael Sóbis e Abel Braga, muita sorte. Uma vez colorados, sempre colorados, mas agora defendendo as cores do Fluminense.

@cleuberroggia


Inter em mais uma final

Quem assistiu ao GreNal de ontem, viu um jogo truncado, fechado no meio campo e com poucos lances de emoção, dentro de campo, pois fora de campo foi outro jogo. GreNal é GreNal e ponto. Não há, e também há, favorito. Tudo pode acontecer num dos maiores – senão o maior – de todos os clássicos brasileiros e do mundo, em suas peculiaridades. Fato é que o Inter venceu e está na final do Gauchão 2012, contra o Caxias.
Foco para Luxemburgo e o Inter melhor
Foi um jogo até certo ponto truncado. Porém, antes mesmo de iniciar, uma surpresa: a escalação do Grêmio. Ninguém sabia, ninguém viu nada. Wanderley Luxemburgo, treinador gremista, escondeu a escalação tricolor dos torcedores e da imprensa. Somente se soube do time que jogaria, quando o árbitro apitou o início da partida. Ainda, Luxemburgo chegou a zoar dos jornalistas quando foi perguntado sobre o “mistério” que criou, dizendo que a audiência dos órgãos de imprensa havia aumentado por conta disso. Em suma, Luxemburgo conseguiu – eu disse conseguiu – desviar o foco do jogo. Não era para menos, pois escalou um Grêmio num 4-3-3, corajoso, é certo, mas que deixou um time sem jogada nenhuma e todo o meio campo para o colorado. Tanto é que nenhum chute a gol os atacantes gremistas deram no primeiro tempo (e eram três). Além disso, o Inter impunha um ritmo de jogo e posse de bola maiores e chegou ao primeiro gol do jogo, com Dátolo, argentino que gosta de gols em clássicos. Numa falha da defesa, que passou por Gabriel, o gringo fez 1 x 0.

Grêmio melhor

Na segunda etapa, o treinador gremista fez o que deveria ter feito na primeira: jogar com mais gente no meio de campo e menos no ataque. E foi assim. Entraram Marquinhos e Marcelo Moreno. O tricolor ficou mais consistente, mais seguro e imprimiu seu jogo, dentro da casa do adversário, forçando o erro do Inter. O Grêmio havia melhorado e estava melhor que o Inter. Resultado: o Grêmio empatou o jogo, com Werley, numa falta cobrada por Fernando. Inter 1 x 1 Grêmio.


O foco para Luxemburgo, de novo, e o segundo gol do Inter

A partir do gol do Grêmio, o Inter acordou, mas ainda não se desvencilhava do jogo do tricolor e Dorival não mudava o time. Até que num lance de escanteio, Luxemburgo conseguiu – eu disse conseguiu – mais uma vez, chamar a atenção para si e desviar o foco do clássico. Discutiu sem necessidade com o gandula, com a arbitragem e com o mundo e, obviamente, foi expulso. O Inter melhorou e em outro escanteio, cobrado por Jajá, o lateral Fabrício, antecipando-se à defesa gremista, fez o segundo gol colorado e deu números finais ao clássico. Inter 2 x 1 Grêmio. Agora o foco era do Inter e para o Inter.


Entre o histerismo e o conceito

O Grêmio, por intermédio de seu treinador, atrasou a escalação do time, o jogo e ainda teve seu treinador expulso após um ataque histérico, sem necessidade. De lambuja, perdeu o jogo e está fora do regional. Já havia perdido a vaga no primeiro turno para o Caxias, após vencer o Inter e, agora, perdeu de novo. Será que Luxemburgo deveria rever seus conceitos? Quem sabe, não é mesmo.


Dorival Júnior

Do lado do Inter, Dorival, na minha opinião, deveria ter mudado o time mais cedo. Não fosse o acontecido que resultou na expulsão do treinador do Grêmio, talvez o Grêmio tivesse virado o jogo. Mesmo assim, há que se destacar que o Inter jogou no meio da semana, pelas oitavas da Libertadores, contra o Fluminense e, ainda, entrou para o clássico sem cinco titulares, ou cinco desfalques. Méritos do Inter. méritos de Dorival Júnior. O Inter está, mais uma vez, na final do Gauchão. E começou a preparação para a primeira partida, em Caxias do Sul.


Hora do São Paulo cuidar de seu futebol dentro de campo

O São Paulo tomou três gols do Santos e os três do incrível Neymar. Sugestiono ao time da capital paulista a começar a se preocupar com seu futebol dentro de campo, ao invés de focar tudo para o caso Oscar. Aliás, jogador este que não quer jogar no time tricolor e que estará liberado, a partir de quarta-feira, para voltar a atuar pelo Inter. Fica a dica.


Três, também

Com mesmo resultado de São Paulo e Santos, o Botafogo eliminou ao Vasco do Carioca e disputará a final contra o Fluminense. Com todo respeito ao torcedor botafoguense, eu achei que dava Vasco. Mas não deu. Loco Abreu foi um dos donos da festa, juntamente com a gandula que ajudou na jogada do primeiro gol. Detalhe: sem histerismo, como foi em Porto Alegre.


Libertadores e o gol qualificado

O gol qualificado I
A segunda fase da Libertadores é, na verdade, o início da competição, na minha concepção. E, como escrevi na última coluna, a Copa Libertadores iniciou na quarta-feira, última, com Inter e Fluminense. É nessa fase o gol na casa do adversário tem um enorme peso (o gol qualificado). A primeira partida do Inter foi em casa, portanto, qualquer descuido poderia causar enorme prejuízio ao clube gaúcho, mais ainda, na verdade, uma vez que o Inter é o último dos classificados e, se chegar até a final, disputará o título fora de seus domínios.


O gol qualificado II

O jogo de quarta-feira mostrou um Fluminense sem ambição de buscar o resultado, ou melhor, um melhor resultado. Claro que o Inter se protegeu muito bem. De certa forma, o time de Abel Braga ficou com receio – ao menos pareceu – de sofrer gols. Claro que perder nunca é bom, seja de 1 x 0 ou mais, mas nesse caso, seria importante para o time carioca ter arriscado mais e chegado mais perto do gol, ou até mesmo feito um. Em tese – eu disse em tese – a vantagem do primeiro colocado na fase de grupos, perde um pouco a força, pois o seu adversário, o Inter, evitou de sofrer o gol. Não fez. Quase fez. Quase venceu. Mas não sofreu gol. Desta forma, caso o colorado consiga fazer um gol no Fluminense, no Rio, a vantagem muda de lado. O Flu terá que fazer dois, pois o empate com gols será do Inter. Obviamente que estou deduzindo. O Flu pode golear o Inter, vencer, enfim, tudo pode acontecer. Fato é que o regulamento acaba focando numa só coisa: o gol qualificado. E quem se apega a isso pode até não ser campeão, mas pode chegar muito perto.


Gol qualificado III

Há quem prefira decidir em casa. Há quem prefira decidir fora. Em se tratando de Libertadores, caro leitor, tudo é emoção (inclui muito sofrimento). Fernando Carvalho, eterno presidente colorado, prefere a segunda partida fora. Particularmente eu acho muito mais sofrido (só lembrar do jogo de volta 2010, contra o Estudiantes, em La Plata). Mas o presidente entende muito mais de futebol do que eu. Pior que concordo com ele quando seu time não sofre gol em casa. Assim, realmente é outra coisa. O Internacional foi bicampeão da Libertadores levantando a taça no seu estádio. É claro que estou aqui discorrendo sobre o assunto, mas tudo pode acontecer. Agora, para que tudo dê certo, o colorado deve mudar a postura dentro de campo, fora de seus domínios. Caso contrário, vai fica bem complicado. Conta-se com a experiência dos atletas que já conheceram o gostinho do título sul-americano. Mas título é para mais adiante. Agora é pensar em classificar-se para as quartas.


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